Um romcom ambicioso demais
“One Night Only” é uma comédia romântica de alto conceito dirigida por Will Gluck, responsável pelo sucesso “Anyone but You”. O filme reúne Monica Barbaro e Callum Turner como protagonistas em um romance ambientado em Nova York, com uma premissa que promete surpreender o gênero tradicional.
Os atores salvam o que é possível
Segundo o Variety, a química entre Barbaro e Turner é inegável — são “dois atores atraentes e agradavelmente maduros que você não se importaria em ver juntos”. O cenário nova-iorquino em clima quente também contribui, assim como ocasionais piadas que realmente funcionam. No entanto, o talento do elenco acaba sendo insuficiente para sustentar a estrutura criativa do filme.
Conceito confuso prejudica a execução
O grande problema é que a proposta high-concept desequilibra completamente a fórmula do romcom. O Variety descreve o resultado como “bizarramente distópico” e aponta que, apesar dos intangíveis positivos (química, warmth e boa vontade), “o filme é criativo demais para ser fofo e não criativo o suficiente para ser inteligente”. A mistura não funciona.
Tom inadequado compromete o romance
Mais preocupante: a crítica internacional considera o filme “assustadoramente creepy” — um atributo completamente indesejável em uma comédia romântica. Quando uma produção é descrita como perturbadora em vez de encantadora, há um problema fundamental no tom e na execução criativa da narrativa.
Vale assistir?
Apesar do carisma de seus atores e do cenário atraente de NYC, “One Night Only” tropeça em uma premissa confusa que nunca encontra seu lugar entre o divertimento e a sofisticação. Só para fãs do elenco dispostos a tolerar uma experiência incômoda.


