Um projeto raro no cinema de Hollywood
Gina Prince-Bythewood, diretora de ‘Filhos de Sangue e Osso’, não poupou elogios à autora da obra original, Tomi Adeyemi, chamando-a de “gênio”. Durante abertura do 24º Festival de Cinema Africano-Americano de Martha’s Vineyard (MVAAFF), a cineasta apresentou cenas inéditas do filme de fantasia e conversou com o público sobre o processo de produção ao lado da protagonista Thuso Mbedu.
“Obviamente, filmes como este não são feitos com frequência”, afirmou Prince-Bythewood durante participação no programa ‘The View’. A fala da diretora evidencia um ponto crucial: adaptações de histórias de fantasia com perspectiva afro-centrada seguem sendo exceção, não regra, na indústria cinematográfica.
A construção de um universo único
Ao discutir a construção do mundo ficcional do filme, Prince-Bythewood destacou os desafios de traduzir para a tela o universo imaginado por Adeyemi. A adaptação do romance bestseller ‘Filhos de Sangue e Osso’, publicado em 2018, promete trazer ao cinema uma narrativa de fantasia que centra experiências e mitologias africanas.
Perspectiva editorial
O evento marca um momento importante para a representatividade em produções de grande escala. Enquanto Hollywood continua apostando em franquias já consolidadas, projetos como ‘Filhos de Sangue e Osso’ representam uma oportunidade de expandir narrativas de fantasia para além dos cânones europeus tradicionais. O reconhecimento da genialidade de Tomi Adeyemi por profissionais como Prince-Bythewood reforça a necessidade de mais adaptações de autores negros que exploram gêneros imaginativos.


