Eli Roth está tendo que corrigir o discurso sobre seu próximo filme de horror. O diretor havia prometido que “Ice Cream Man”, que estreia em 7 de agosto, apresentaria uma sequência animada desenhada por ele mesmo. Porém, dias antes do lançamento, Roth admitiu via comunicado que a inteligência artificial ajudou no processo — contradizendo suas afirmações anteriores.
“Me expressei mal”, disse o cineasta à revista Polygon nesta terça-feira. A confissão chega em um momento sensível para a indústria do cinema, que segue em debate acalorado sobre o uso de IA em produções audiovisuais. O assunto divide criadores, estúdios e fãs quanto às implicações éticas e artísticas da tecnologia.
Contexto da polêmica
A mudança de posição de Roth alimenta a discussão sobre transparência em Hollywood. O diretor havia sido mais vago ao mencioná-lo como “animação feita à mão”, o que levou muitos a interpretarem como trabalho 100% manual. A retratação coloca luz sobre como criadores lidam com ferramentas de IA em seus projetos e como comunicam essas escolhas ao público.
O que esperar do filme
“Ice Cream Man” é um filme de horror que chegará aos cinemas em uma semana. Apesar da polêmica com a sequência animada, a produção mantém seu cronograma de lançamento. A transparência (ou falta dela) sobre recursos de IA em filmes promete continuar sendo ponto de fricção na indústria nos próximos anos.


