Anya Taylor-Joy é conhecida por suas performances intensas em filmes como “O Feitiço”, “O Gambito da Rainha”, “Furiosa” e muitos outros. Porém, a atriz britânica nunca adotou a atuação método — aquela técnica radical onde o ator vive completamente o personagem — e não pretende fazê-lo no futuro.

Em recente entrevista, Taylor-Joy explicou sua posição de forma bem direta: segundo ela, mulheres simplesmente não têm o mesmo privilégio que homens quando o assunto é método acting. “Mulheres não fazem atuação método porque temos coisas para cuidar e não podemos perder nossas mentes, nem ser ‘chatas’ no set”, afirmou a atriz, apontando para uma realidade ainda persistente na indústria do cinema.

A declaração toca em questões importantes sobre igualdade de gênero em Hollywood. Enquanto atores homens muitas vezes são celebrados por suas “escolhas artísticas” radicais — como ganhar ou perder peso extremo, isolar-se socialmente ou adotar comportamentos problemáticos durante produções — atrizes frequentemente enfrentam julgamentos diferentes e pressões para manter uma imagem profissional impecável.

Contexto Editorial

A fala de Taylor-Joy ressoa num momento em que a indústria cinematográfica começa a questionar mais seriamente as práticas de atuação método, especialmente após casos polêmicos envolvendo atores que usaram a técnica como desculpa para comportamentos abusivos ou tóxicos em sets. A posição da atriz não é apenas sobre técnica de atuação — é uma crítica perspicaz sobre os duplos padrões que ainda vigoram em Hollywood.